Dica de mestre: qual pneu escolher para cada tipo de terreno

Pra quem não me conhece, meu nome é Odair Pereira. Tenho mais de 20 anos dedicados ao mountain bike e, para mim, ter a chance de passar o conhecimento para quem curte pedalar é uma grande satisfação. Por isso, quero convidar você para minha primeira coluna no blog da IGP Sports.

Para essa coluna de estreia, separei um tema que gera muitas dúvidas: “o pneu certo para cada terreno”. O tipo de circuito, o clima da região, o estilo de pilotagem… Tudo isso influencia na escolha do pneu correta para praticar o mountain bike. Separei aqui algumas opiniões minhas que quero dividir com você. Espero que sejam úteis!

XCO no piso seco
Os pneus de MTB tem grande variedade de peso, mas isso também influi diretamente na segurança e durabilidade. Um pneu muito leve normalmente tem suas paredes, principalmente as laterais, muito finas e furam ou sofrem cortes com maior facilidade.

Nessa modalidade, a busca por pneus mais leves com um pouco mais de cravos, para uma pilotagem mais agressiva, é uma constante. Mas, às vezes, carregar alguns gramas a mais e poder usar toda a pilotagem possível nas descidas é uma boa pedida. Uma dica é usar pneus com rolagens mais baixas. Dentro desse contexto, gosto bastante do Continental Race King 2.10 e até o 2.0. Se o circuito tiver muitas pedras, outra boa opção é o usar o Nano 2.10 da WTB.

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XCO com piso úmido, raízes e pedras
Nesse caso, o ideal é utilizar pneus com cravos mais altos e espaçados, com um composto mais macio. Este tipo de pneu traz mais tração e dirigibilidade ao ciclista, além de uma excelente resposta em agilidade nas curvas. Dentre os disponíveis no mercado com estas características, para mim os melhores são os Schwalbe Rocket Ron 2.2. Mas existem diversos modelos similares a ele no mercado.

Maratona com piso seco
Em maratonas, a preferência quase sempre é por pneus com cravos menores e com a rolagem mais baixa – e um pouco mais largos. Para mim, eles se adaptam aos mais variados tipos de terreno – e já se provaram muito resistente em duas ultramaratonas na minha bike. Recomendo três opções: o Continental Race King 2.2 Protection, Maxxis Cross Mark Tubelless ou o Nano da TB.

Na estrada
Eu normalmente opto pela medida 23×700 de pneu. É bom ficar ligado se a borracha do pneu é resistente também. Isso vai fazer a diferença, pois pneus mais macios tendem a furar muito nas rodovias. Tem também o 25×700. Eles já me protegeram de buracos, evitam furos e dão mais conforto nos pisos irregulares, que é o caso da estrada.

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Cuidado com a calibragem
Reduzir a calibragem do pneu muitas vezes é um macete pra melhorar a tração do terreno, especialmente em trilhas. Menor pressão, mais aderência no solo. Maior a pressão, menos controle e mais velocidade (piso mais liso).

Preste atenção no clima
Pesquisar e buscar informações sobre o clima antes de sair para o pedal é importantíssimo. Dependendo do acontecer, se você não estiver com o pneu certo, pode estar se colocando em risco quando tiver uma descida ou perder a tração durante uma subida íngreme pela frente. O importante é se antecipar, entender o que vai encontrar no trajeto e, assim, chegar o mais preparado possível.

Gostou das dicas? Espero que ajude! Imagino que possam ter aparecido dúvidas no caminho, mas fiquem tranquilos. Aos poucos vamos auxiliando a encontrar as respostas.

Espero que tenham gostado das dicas. Tem alguma sugestão pras próximas colunas? Deixe sua sugestão nos comentários. Nos vemos no próximo texto, hein? Um abraço e boas pedaladas.

Odair Pereira

Atleta multicampeão da Scott nas modalidades XCO/XCM. Atualmente, usa uma Spark 700 RC, competindo na categoria Master. Ele divide o tempo como Fisioterapeuta e Suporte Técnico Interno da IGP.

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7 thoughts on “Dica de mestre: qual pneu escolher para cada tipo de terreno

  1. Valeu pelas dicas Odair! Os pneus que você recomendou pra estrada são pra MTB ou speed?
    Tem alguma dica pra quem utiliza uma MTB 29 na cidade?
    Abraço!

    Mauricio

  2. Grande Odair!
    Conhecedor exímio do MTB! Vlw pelas dicas! Lembro que a primeira vez que assisti à uma corrida de alto nível e sua vitória na 1ª Etapa da Copa Ametur de 2001 em Santa Luzia – MG! Good times my brother!

    1. Oi Walter, tudo bem? Desculpe a demora para responder. Do meu ponto de vista não tem porque estar errado. Veja abaixo:

      Piso seco + rolagem mais baixa = menos cravos altos no meio do pneu = menos atrito = mais velocidade = menos arrasto.

      Não faz sentido ser o inverso, entende? Qualquer dúvida, é só chamar! Um abraço.

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