Mountain bike: dicas para melhorar o rendimento na trilha

Por João Paulo Firmino

“Você é louco!” ou “você gosta mesmo de sofrer, né?!”. Se você é um apaixonado por mountain bike, assim como eu, já deve ter ouvido essas frases milhares de vezes. E a minha resposta é sempre a mesma: sim, adoro “sofrer” pedalando por trilhas e estradões. Mas é claro que ao longo de anos e anos praticando mountain bike aprendi algumas manhas que melhoraram o meu rendimento nas trilhas. Vou compartilhar alguns destes truques com vocês.

Descidas com menos impactos

Sou um ciclista que costuma se sair muito bem em descidas. Sempre gostei desses trechos, especialmente aqueles com pedras, raízes e trilhas. Dependendo da descida, o impacto é muito forte no nosso corpo. Por isso, procuro segurar bem firme com as mãos no guidão, ao mesmo tempo em que deixo os braços e as pernas bem soltos: isso alivia os impactos na bike e ajuda no amortecimento.

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Mas tem que estar bem atento, porque para funcionar bem o seu corpo deve estar muito bem distribuído sobre a bicicleta e variar de posição dependendo de qual é o obstáculo: para transpor um drop ou um obstáculo com lama, onde a frente da bike tende a afundar, coloque o quadril para trás do selim, em pedras e raízes, deixe a bike pular mantendo tronco estático.

Escolha uma linha e vá em frente

Pode parecer bobo, mas uma das coisas que aprendi é ter foco total na trilha. Seja em um passeio ou em uma competição de mountain bike, escolha uma linha por onde irá passar com a bicicleta e pedale na velocidade adequada para não perder o equilíbrio.

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Quanto mais rápido você conseguir transpor os obstáculos, mais fácil será de passar – mas em compensação será mais difícil desviar de um buraco ou de uma pedra. Portanto, sou da opinião de manter essa linha o mais reta possível mesmo com obstáculos, usando o recurso da suspensão da bike e o jogo de corpo. Tentar desviar do obstáculo ou frear bruscamente em um trecho técnico aumenta muito o risco de queda.

Em provas de XCO, a repetição ajuda

Os obstáculos são muito diferentes em uma maratona e em uma prova de XCO. Numa prova de cross country, os obstáculos geralmente são mais artificiais, o circuito é bem batido e vistoriado pelos atletas e organização. Além disso, você consegue treinar e escolher o melhor traçado antes da prova, e o exercício de passar muitas vezes pelo trecho, dividindo espaço e observando outros atletas, favorece muito a evolução da técnica.

Os famosos (e muitas vezes temidos) rock gardens, por exemplo: exigem técnica e coragem, já que nem todos os atletas têm habilidade para passar bem por eles. A repetição pode ajudar, mas é preciso tomar cuidado com o desgaste. Repetição e impactos causam fadiga, o que dificulta na utilização dos membros superiores e outros músculos que auxiliam no transpor de um obstáculo. Por isso, para melhorar a técnica é importante trabalhar estes músculos funcionais através de exercícios específicos.

2, Rissveds, Jenny, Scott-Odlo, Falu CK, SWE

Se em provas de cross country conseguimos trabalhar mais com a repetição e escolher a linha a seguir com mais tempo, em maratonas precisamos estar mais atentos a todos os detalhes da trilha. Afinal, normalmente os obstáculos são naturais e nem sempre conseguimos reconhecer o circuito, devido à demanda de tempo ou ao gasto energético dias antes da prova.

Os obstáculos aparecem de surpresa na nossa frente, então temos que ter uma reação rápida e segura para não comprometer a prova ou o passeio. Muitas vezes temos que decidir no instinto, mas se conseguirmos seguir algumas dessas dicas nosso instinto vai estar muito mais “treinado” a tomar a decisão correta.

João Paulo FirminoÉ #Scotteiro há cinco anos e compete na Elite com sua Scale 900 RC. Gosta do estilo de vida Scott por fazer parte de uma nação que respira bike, pela filosofia e tradição da arca.

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